Estavamos ali, eu e ela, sentados naquele ponto de ônibus de todos os dias, local de parada da vida, o silêncio já durava alguns bons minutos. Eu pensava que as palavras eram as melhores para representar a vida, por não serem tão explícitas como a pintura, tampouco tão obscuras quanto à música.Ela me olhou, sorriu e voltou a cabeça em direção ao caminho no qual o ônibus apareceria a qualquer momento. Então, finalmente entendi, não eram também as palavras que representavam melhor a vida, era o silêncio.
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