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É.

Realmente não consigo manter um blog atualizado, mas tenho sempre boas desculpas. Com a greve na USP meu semestre só está terminando agora, portanto estou em plena época de provas. Aliás estou com uma aqui na minha frente: Introdução aos Estudos Clássicos I. Três questões, fácil parece, mas estão me deixando zonzo. Discutir sobre teoria literária da antigüidade é complicado, eu não estava lá para saber, e ninguém hoje em dia estava, portanto tenho lotes de teorias e brigas entre teóricos para decidir quem está certo. Acho até que isso tudo pode ser uma grande sacanagem de algum grego maluco por nome Aristóteles que escreveu um monte de coisas doidas chamada "Poética" e enterrou no quintal, imaginando o otário que descobriria aquilo um dia e achasse que fosse sério... os anos passam, os séculos... aí vem outro doido chamado Horácio que acha aquele texto muito louco e escreve outro: "A Arte Poética" e assim padecemos até hoje. Na verdade eu gosto desta aula e os texto...
Não sei Como, de onde, O que será? Ou por quê. Isso vem, vai, volta. Sempre, não importa Impreterivelmente Retorna Aborda me, arrebata Leva, deixa, retoma Traz de novo e larga Esperso espalha e acaba Por atingir quem não deve Besteiras, bobagens, metáforas vazias, coisa jogada, misturada, só para confundir e não ter que explicar. Licença poética: Dá licença Dona Poética, que o que vem é lixo.
Perceber que não se sabe. Como o homem que saiu da caverna platônica. O conhecimento é luz, poderosa como a do Sol, ofusca e dói quando nos atinge diretamente o olho, tudo é desintegrado e some, fica apenas o vazio, o branco vazio, como se a luz viesse para limpar o espaço, deixando-o imaculado, preparando a chegada do que realmente importa. Logo surge um ponto, este começa a percorrer um caminho aparentemente sem lógica, deixando atrás um fino rastro, surgem outros tantos e cada uma seguir sua própria direção e contornos começam a completar-se em formas, estas ganham cores e texturas e logo se movimentam e correm, dançam e voam. A descoberta é um espetáculo. Eu que já admirava a poesia, aprendi que sobre ela nada sabia. A poesia que eu via apenas refletia-me, tal como o lago de Narciso, o que eu não percebia é que, sendo um lago, é naturalmente mais profunda e densa, tem sua própria beleza. Mas diferente do lago que apenas reflete a luz do Sol, a poesia tem um sol dentro de si.

nada de novo (de novo)

Voltei para "minha" casa. É assim mesmo que eu sinto em relação ao alojamento, apesar de dividí -lo com 11, mas é conquista minha, somente. Mas por aqui "sem novidades" como diria o companheiro de quarto Juliano. O alojamento está vazio, a maioria voltou para casa. Eu ainda não, tenho oftalmologista dia 27, estou precisando rever meus óculos e trocá-los também, até na UOL eu saí com o óculos emendado com esparadrapo ¬¬

Primeiro aniversário.

Hoje (ou ontem, enfim, 03/06/2007) fez um ano que eu namoro a Bruna. Estou muito feliz de ter estado este tempo todo com ela, a melhor namorada que alguém pode ter e sei que também sou um namorado à altura, ao menos tento. Comemoramos com estrogonofe e doce feito com chocolate meio amargo e creme de leite. O clima está muito frio e uma neblima densa cobre a vista mogiense lá fora. Perfeito.

tudo novo de novo.

Volto a escrever. Poderia contar tudo o que aconteceu do dia que parei até hoje, mas acabaria pulando um monte de coisa e estou preguiça, assim pulemos esta chatice e partimos logo para outra. No momento estou em minha beliche, sob uma luz inexistente e lá fora um dia cinza, lindo. Da minha janela vejo outras tantas janelas, outras tantas aberturas para outras vidas tontas. Ouço o som de protesto que ocorre em frente à reitoria ocupada, ao me lado é o som das poesias do Bandeira recitada por ele mesmo, "belo, áspero, intratável." O dia cinza, lindo, eu já disse eu sei. Algumas roupas e mvão tento secar, estão penduradas lá fora por um varal improvisado. Sinto fome, não de morrer, mas sinto. A faculdade está em greve... meu primeiro semestre... Sinto falta da aula de introdução aos estudos literários, eram tão boas, Prof. Regina e suas análises "botam a gente comovido como o diabo". Hoje passei pelo centro, é bom. As pessoas não. Na USP, subi no relógio, aquele da pr...