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Minha faculdade de gênios.

É comum os pais, amigos, familiares, gato, cachorro e aquele vizinha que te conhece desde catatau se encherem de orgulho quando sai a lista de aprovados daquela universidade pública. Todos te cobrem de elogios, ficam espantados e, dependendo da sua história pessoal, chegam a confessar espantados que não sabiam que conheciam um gênio! Caros, saibam que por mais sacrifício que tenha sido estudar tanto, perder férias e festas, passar em um vestibular só lhe garante uma vaga em uma instituição, está longe de ser um certificado de genialidade. A vida acadêmica é, fundamentalmente, constituída de trabalho, muito trabalho, nenhuma musa inspiradora dá conta de tantas normas (até mesmo de conduta, coisa simples, de pessoas civilizadas) e tudo aquilo que você estudou para entrar pode, dependendo do curso, não servir absolutamente para nada, ou simplesmente servir de mau exemplo. É comum na minha faculdade eu ouvir as opiniões iluminadas de alunos sobre o conhecimento de professores, por mais ...

Arremedo.

Quando eu perecer e você comigo O que de nós sobrar Vai se encontrar no pó. Se me liquefazer e te atinar se presenciará incongruência entre água e óleo. Eu não acredito em final feliz tento continuar só. Porém, se eu for vencido ou você também Podemos tentar dois ou mais suspiros. (minha versão de uma música da Onagra)

Sentifísica.

Ainda que eu tente, em vão (como há de ser), suprimir e esquecer, sempre me encontro aqui: de volta. Esse lugar, a volta, é infinito. Suprimir é comprimir, apertar. Reduz-se o tamanho, a massa. Contudo, como todos sabem, é a mesma, a massa. Amor: saudade, falta, dor, alegria, tristeza, rancor, melancolia, altivez, etecétera, é matéria.

Meus olhos em você.

Como Sta. Luzia, tenho vontade de arrancar meu olhos. Porém, não para oferecer a você em um prato, mas para enfiá-los em suas órbitas, muitas vezes vazias, para tentar de algum jeito mostrar os horrores desse mundo. É o mesmo que os bons artistas fazem com suas obras. Por ora,  sendo mediocre, sigo com meus olhos bem abertos e o coração bem fechado.

Cabeça.

O que eu gosto do meu blog é o fato de ninguém o ver. Explico, em muitos momentos da vida tenho vontade de desabafar, porém, com esse tanto de gente diversa que usa a internet, desde seu melhor amigo até aquele parente chato, é sempre necessário uma censura nas coisas. Eu me pergunto, porque então não criar um diário como todas as pessoas? Eu me respondo, porque sinto vontade de desbafar para alguém, não para mim mesmo, pois isso eu faço sozinho deitado na cama, despende bem menos energia. O fato é que publico para me sentir livre e não divulgo para me sentir seguro. Tudo isso para dizer que, muitos já sabem, mas eu não queria ter vindo para cá nessa época da minha vida e vivo aqui na base do suportável, pois tenho um compromisso. Mas ao bem da verdade eu digo: se eu ganhasse na megasena, pararia, sem peso algum na consciência, tudo o que eu faço.