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Não sei Como, de onde, O que será? Ou por quê. Isso vem, vai, volta. Sempre, não importa Impreterivelmente Retorna Aborda me, arrebata Leva, deixa, retoma Traz de novo e larga Esperso espalha e acaba Por atingir quem não deve Besteiras, bobagens, metáforas vazias, coisa jogada, misturada, só para confundir e não ter que explicar. Licença poética: Dá licença Dona Poética, que o que vem é lixo.
Perceber que não se sabe. Como o homem que saiu da caverna platônica. O conhecimento é luz, poderosa como a do Sol, ofusca e dói quando nos atinge diretamente o olho, tudo é desintegrado e some, fica apenas o vazio, o branco vazio, como se a luz viesse para limpar o espaço, deixando-o imaculado, preparando a chegada do que realmente importa. Logo surge um ponto, este começa a percorrer um caminho aparentemente sem lógica, deixando atrás um fino rastro, surgem outros tantos e cada uma seguir sua própria direção e contornos começam a completar-se em formas, estas ganham cores e texturas e logo se movimentam e correm, dançam e voam. A descoberta é um espetáculo. Eu que já admirava a poesia, aprendi que sobre ela nada sabia. A poesia que eu via apenas refletia-me, tal como o lago de Narciso, o que eu não percebia é que, sendo um lago, é naturalmente mais profunda e densa, tem sua própria beleza. Mas diferente do lago que apenas reflete a luz do Sol, a poesia tem um sol dentro de si.

nada de novo (de novo)

Voltei para "minha" casa. É assim mesmo que eu sinto em relação ao alojamento, apesar de dividí -lo com 11, mas é conquista minha, somente. Mas por aqui "sem novidades" como diria o companheiro de quarto Juliano. O alojamento está vazio, a maioria voltou para casa. Eu ainda não, tenho oftalmologista dia 27, estou precisando rever meus óculos e trocá-los também, até na UOL eu saí com o óculos emendado com esparadrapo ¬¬

Primeiro aniversário.

Hoje (ou ontem, enfim, 03/06/2007) fez um ano que eu namoro a Bruna. Estou muito feliz de ter estado este tempo todo com ela, a melhor namorada que alguém pode ter e sei que também sou um namorado à altura, ao menos tento. Comemoramos com estrogonofe e doce feito com chocolate meio amargo e creme de leite. O clima está muito frio e uma neblima densa cobre a vista mogiense lá fora. Perfeito.

tudo novo de novo.

Volto a escrever. Poderia contar tudo o que aconteceu do dia que parei até hoje, mas acabaria pulando um monte de coisa e estou preguiça, assim pulemos esta chatice e partimos logo para outra. No momento estou em minha beliche, sob uma luz inexistente e lá fora um dia cinza, lindo. Da minha janela vejo outras tantas janelas, outras tantas aberturas para outras vidas tontas. Ouço o som de protesto que ocorre em frente à reitoria ocupada, ao me lado é o som das poesias do Bandeira recitada por ele mesmo, "belo, áspero, intratável." O dia cinza, lindo, eu já disse eu sei. Algumas roupas e mvão tento secar, estão penduradas lá fora por um varal improvisado. Sinto fome, não de morrer, mas sinto. A faculdade está em greve... meu primeiro semestre... Sinto falta da aula de introdução aos estudos literários, eram tão boas, Prof. Regina e suas análises "botam a gente comovido como o diabo". Hoje passei pelo centro, é bom. As pessoas não. Na USP, subi no relógio, aquele da pr...